domingo, 25 de setembro de 2011

Beijos em litros (O amargo caso de um amor enfermo)


No meu quarto sujo e abafado, Alguém precisa de um leito hospitalar
Me via vomitando e sentindo as tripas na boca, eu não queria te acordar
Você Sacaneava do meu sofrimento, Um novo amor que conseguiu me passar à rasteira
um pobre diabo enfermo, que nunca vai poder superar todos os defeitos.

Ofegante, ardendo em febre, você deixou de me abraçar
Mas você tem um charme que sempre me encanta.

Ela me possuiu,
mas dessa vez veio um espírito maligno
Que me disse:
- prepare-se pra mais uma daquelas, e de varias outras que iram vim.
E eu, tão perdido, me apaixonei
Me desencontrei tentando me encontrar.

Você sabe bem mais de mim do que eu de você.
O gosto de seus beijos e a depressão moral, que no outro dia tento esconder.

Quando eu menos esperei, você me surpreendeu em me trair
Porém nada mais me deixa triste, com tantas outras coisas boas que encontrei
Quando eu menos esperava, a vida não falhou em me surpreender
não me sinto bem, agora percebo que tenho tanto a perder.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que eu simplismente não sei fazer, mas é o melhor que sei fazerr




Acho que uma das coisas que gosto é de viver assim. Acordar nem cedo nem tarde.
Mas eu queria sair sem rumo. Um tanto quanto perdido
Não arrumar o quarto, a gaveta e a mesa do PC. Sem o incomodo da radio e da tv.
Maços de cigarro, papeis desenhados, rascunhos, garrafas de bebidas. Tudo espalhado.
Esse é o meu organizado, assim eu sei por onde eu deixo cada coisa…
Escrever minhas idéias em blocos de notas e grudar nos moveis do meu quarto ou na parede.
As vezes gosto de ficar sem celular, as vezes eu não suporto. Sempre preciso ao menos mandar sms para as pessoas.
Não suporto dar satisfações. Mas me sinto obrigado a dar…
Tenho vontade de almoçar cada dia em lugar diferente.
Seboseiras diferentes. Diferentes nojeiras.
Deitar num gramado acender um cigarro e ler o livro que quiser, Fazer no papel a merda que quiser,
Ficar bêbado o quanto quiser, e foda-se o mundo, com suas regras idiotas que não dizem nada a mim.
Fazer apenas o que eu gosto pra me manter assim. Talvez de bem com o mundo.
Nunca fui uma pessoa com grandes ambições. Não sonho em ser rico. Apenas me sentir bem comigo mesmo e com as outras pessoas.
Escrever, desenhar, me sustentar com as coisas que eu quero fazer.
Às vezes sinto vontade de viajar e ficar por la mesmo.
(…)
Apesar de namorar, amo viver sozinho. Mas ao mesmo tempo eu assumo.
Odeio ter que dormir sozinho.
É uma solidão sem tamanho nessas horas…
Uma companhia pra conversar antes de dormir.
Abraçadinho, ouvindo suspira, e falando baixinho no ouvido.
Pra sentir o hálito e a respiração de um sono calmo e pacifico.
Poucas vezes tenho e tive esse prazer, de acariciar o cabelo no meio disso tudo.
um momento próximo. Sem pressa pra fazer algo diferente. Um aquecendo o outro como filhotes de coelhos recém-nascidos.
talvez seja por isso que apenas as vezes eu me sinto vivo.
E sempre acabo fazendo tudo errado.
(…)
Queria muito mesmo amar não ser assim…
Acordar cedo e sempre da um beijo na pessoa ao lado fica olhando…
Porque não há nada além disso que eu sei fazer perfeitamente.
É o que gosto de fazer…

sábado, 3 de setembro de 2011

waiting for nothing




Um Martini por que acabou a cerveja.
Um Agosto se foi, e outro setembro chegou.
Eu pensei que tinha sido meses, mas já se foi o ano…
Ainda tenho sede de muita coisa.
Olho da varanda e nunca sei o que estou esperando.
Mas olho, perdido, mas eu olho.
A cada momento.
Espero.
Sem querer eu espero.
E assim vou enjoando cada vez mais rápido de lugares e das pessoas e desistindo delas.
As palavras e os risos já vão perdendo os valores em novos dias.
E às vezes só isso já é o bastante.
A cada idade os dias correm mais rápidos.
O passado cada vez mais distante e um tanto quanto apagado.
O vazio nunca quer me largar.
Contaminando todas as células do meu corpo.
Esmurrando-me feito um lutador enfurecido.
Já não durmo direito na noite.
Converso menos ainda com as pessoas de casa.
E tão pouco na rua.
Não sei realmente em que época ou lugar deva pertencer.
Não importa. Qualquer lugar é sempre a mesma coisa.
Mas descobri que cada vez mais álcool não faz esquecer.
O efeito é totalmente o contrario.
Mais se beber se tem mais motivos pra lembrar.
As noites continuam longas e infernais.
Os programas horríveis.
Os canais reprisando as mesmas coisas.
Os astros são um bando de palhaços patéticos tentando tirar a sua atenção.
E nós sabemos muito bem o que é, mas preferimos fingir não saber.
Tenta ver a parte boa, tenta ri com as séries.
Galãs são tão monstruosos e defeituosos.
Viciados, polêmicos. Ficam mais velhos e mais estúpidos
Depois viram avôs ou velhos cheio de histórias pra contar.
E esquecemos o quão decadente eles acabaram se tornando.
O espelho da decadência é segurado por um controle.
Envelhecemos decadentes como eles.
E tudo a nossa volta se torna decadente com a gente.
E ai os nossos filhos chegam, crescem e se tornam mais decadentes do que agente.
E como pais somos nos tornamos o ápice da hipocrisia, tentando ser certinhos para os nossos filhos, mas é tão inútil.
Nossas tentativas frustrantes de não ser decepcionante.
Mas se há algo na vida é que nunca é tarde.
Sempre existirá algo que vai mudar o curso de nossas vidas.
Eu tento, mas eu não consigo.
Eu luto pra ser alguém melhor do que eu.
Mas nada é pra sempre.
Viro a garrafa do Martini.
Último gole.
Deixo-a fazendo companhia para as Long-necks
Quase 23.
Quase 14 meses e outra garrafa de bebida barata.
Outro começo de outro fim.
Num piscar chegou o desgosto.
Outra garrafa e acabou agosto.
Mas ainda estou aqui sentado esperando.
Por algo que nem mesmo eu sei o que é.
E enquanto eu não sei.
A única coisa que posso fazer é espera.