sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Um bom vinho! Um bom vinho!



Vinho seco é enjoativo no fim e amargo no começo.
Ele chama belos tragos de cigarros.
Sempre é bom toma-lo antes, durante e após o jantar...

Vinho suave é doce no inicio, enjoativo no fim.
É bom aprecia-lo antes, durante e após o jantar,
Porém sua ressaca é terrível e você sente que sua cabeça vai estourar.

 Vinho é vinho, não importar se é suave ou seco.
Quando bebo dele penso logo em amor, em sacanagem.
Mas não é qualquer sacanagem.
É sacanagem da brava, promiscuidade, traição, curtição, intensidade!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

No quarto do mal humorado





Acho que acostumei a ficar sentado no meu humilde quarto, fazendo com que meus pensamentos façam algum sentido.
Já vejo o bastante da humanidade nas praças, nos bares, nos mercados, nos cafés, nos taxis, nas viagens e etc. Mas nem eu e nem você pode mudar ou conter esses seres de fácil sociabilidade.
Quando  vou às festas sinto vontade de ser arrebatado, procuro alguém pra me tirar de todo aquele barulho e ficar conversando em paz, festas já não é mais divertida. Comigo não funciona mais, já tenho diversões peculiares pra me agradar.
Então me canso e preciso sumir para desacumular  toda a coisa ruim que me acumulo  o tempo todo.

Sentado aqui no meu aquário fumo um cigarro enquanto aprecio um belo café e assim os pensamentos surgem e passa pela caneta até chegar no papel.
Às vezes me canso do meu quarto e vou atrás de alguma garota uma garota interessante que possa me agradar, mas como de praxe eu não encontro, a linha de raciocínio delas são lentas onde acabo nem prestando tanta atenção ao que ela falas, e meu pensamento voa pra outro canto e isso é perturbador , é um soco constante  na minha cara. Eu me torno um maldito idiota, mal-humorado.
Mas qualquer um pode ser ou é um idiota e mal-humorado e esse é o meu maior conforto.

No fundo sinto-me frustrado, derrotado e confuso e um tanto deprimido.
Então comecei  a lembrar que  a minha vida só piorava, e precisava passar o tempo fazendo outras, ver um pouco menos o brilho das estrelas, esquecer do glamour decadente e construir um vitorioso, qualquer bosta que me fizesse vivo.
Eu perco a vontade de viver que minha vida se resume a nada e que a vida é um trabalho pesado. Pensava em todas as vezes que tive as melhores oportunidades que tive por besteira.
Isso é assustador, é algo surpreendente, é simplesmente idiota.

Por tanto lá eu estava, cá estou eu enjoado da vida outra vez.
Entrei, fui à geladeira, puxei uma cerveja, abri e voltei para o meu quarto de misérias, fiquei tomando calmamente a cerveja porque estou vivo de qualquer forma e me sinto um velho com uma cerveja ao lado.
Liguei o som, e quanto mais eu bebo mais as lembranças surgem e mais, me sinto um cão idiota. Me olho no espelho a cara de babaca está lá estampada com olheiras profundas uma perfeita adoração sem fim pela melancolia.

Nas ruas passavam alguns idiotas, alguns conhecidos. Na TV os comediantes são dramáticos supérfluos e os dramáticos são comediantes geniais, mas no meio disso tudo não há muitas alegrias. Apenas cerveja.


extraído do Fanzine Teoria, pratica e voz de um veterano ofegante. (29/06/2012)

terça-feira, 15 de maio de 2012

As desculpas de um cão quase arrependido


      

Desculpe-me por ter sumido.
mas realmente me importei com coisas aparentemente menos importantes.
Como o meu egoísmo, com a minha arte, como o meu futuro incerto.
Prometi a mim mesmo que só iria dar noticias depois que conseguisse me sentir
presente, bem…
Como sempre estou te esperando.
Com meus braços frágeis sempre abertos
os últimos suspiros ofegantes do ultimo ano turbulento,
mesmo assim ainda há algo que tira um pouco as coisas do lugar.

Prometi que nunca sumiria.
Prometi momentos perfeitos,
Desde o primeiro trago de um cigarro,
Do primeiro copo da melhor cerveja,
Da primeira música como trilha sonora de um romance,
Do primeiro beijo e abraço caloroso ao apertado sentimento de um adeus
Das juras eternas de amor.
E por que não dizer também da primeira discussão?
Onde nunca imaginaríamos das besteiras que um iria falar ao outro.

Ainda me sinto preso a ti.
Desculpa, se meu charme é doloroso e odioso.
Aliás, já nem sei se ainda é isso.
Assim como talvez você imagine que já não temos mais nada.
Sempre quando eu lembro que sentia que não poderia mais ser de ninguém e você reapareceu.
 Sempre me acabo em risadas, e ao mesmo tempo em lágrimas.
Me mostrando, mesmo sem perceber que a vida é mais que um simples horizonte sem fim.

Desculpe mas ainda tenho pequenos detalhes a ser melhorado.
Tentarei conseguir olhar em seus olhos sem me sentir constrangido.
Ah... Eu que nunca me senti constrangido e inabalável, acabei cedendo a mínimos detalhes fúteis.
Há pouco eu deixei de andar descalço sobre as pedras,
já estou pisando na água fria e calma,
em bares, ainda distante dos amigos, mas, perto das coisas que faço e amo.
Como dormir cada noite sem perder o sono.
Engoli o almoço rapidamente para não sentir o gosto.
Minha alma transpira alivio enquanto escrevo emquilos de papeis.

E toda noite acaba adormecendo em lembranças retrocedidas,
Acordo em contemplação. 
Porque eu sei que você está por ai.
E… é tudo o que sei. 
O que sinto.
Então, por enquanto, continuar assim no momento é a maior coisa que possoprometer.
A você, aos amigos e a mim.

terça-feira, 20 de março de 2012

Eu não devia mais esperar.






Eu tinha um encontro marcado com a star.
Eu estava bebendo horrores, além de está amanhecido.
Não tinha dormido a noite toda.
Tirei um cochilo, não tinha condição psicológica ou fisicamente.

Cochilei, dormi, desmaiei. Bem, fiz isso por uns quarenta e cinco minutos, acordei mais bêbado do que fui dormir.
Tomei um banho, sentia muita sede. Sentia-me nauseado e com um ataque gástrico sem dó ou piedade.
Fui a pia escovei os dentes, senti o vomito, me  virei para a privada e vomitei, escovei os dentes e vomitei mais um pouco, e escovei os dentes novamente.

Arrumei-me, olhei a hora, quase na hora marcada, liguei pra ela pra confirmar.
-Sim, podre, ela vai colar no horário marcado!
Mas não me contentava, ligava para ela de cinco em cinco minutos. Sentia-me um adolescente, empolgado.
No fundo eu queria apenas abraçar aquele corpo magro e frágil, aparentemente adolescente, ouvir sua voz me falando coisas legais e outras que não me interessaria nenhum pouco.

Eu estava muito inquieto, meu peito doía, minhas costas me matavam, respirar me dava raiva, andar me incomodava, e água estava com um gosto esquisito.
Mas ainda sim eu continuava andando, continuava respirando e continuava tomando água.

Apesar de tudo, o vento era agradável, o canto dos pássaros ainda tinha encanto, imaginar o que a pessoa solitária no outro lado da praça estava pensando da vida, olhar o garoto passeando com seu cachorro, ouvir a conversa dos guardas que estavam na guarita.

Tudo ali estava ótimo, menos esperar por ela.