segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Às vezes é isso!



Sigo em frente protegendo o rosto.
Às vezes eu olho pra trás.    
Quase sempre.
É assim desde cedo...
Sei aonde eu vou.
Mentira! Caminho sem rumo.
Caminho fingindo saber o rumo a seguir.
Geralmente sempre vou pelo caminho errado,
Mas acabo no lugar certo.

Sendo assim, sou como um imã.
 Sempre puxado para um lado.
Uma atração natural.

Tento fazer as coisas certas.
Às vezes saem erradas
E eu fico encantado,
Mas só de vez em quando.
A beleza pecaminosa me encanta.

Viro a garrafa de vinho pra banhar a garganta.
Johnny Cash continua cantando Hurt,
Mas as pessoas, os carros e os bares
Fazem com que eu não entenda uma nota da musica.

Levanto e caminho pela orla.
Não consigo assisti televisão
E eu me sinto mais leve.
E o mundo não parece mais ser
Como a Tevê mostra.

Penso mil coisas ao mesmo tempo.
Não choro.
Não grito.
Falo só.
Não me olho no espelho há muito tempo.
Meu olhar perdido não mostra que há algo errado.

Tem dias que passo o dia todo deitado na cama.
Escrevo um pouquinho.
Olho meu reflexo no espelho.
Um reflexo meio borrado.

Do cigarro resta um trago.

E do vinho resta apenas o seu gosto barato.